Mesa destaca a importância de ações educomunicativas para o engajamento dos ODS

Caroline Havranek - São Caetano do Sul/SP | Equipe da Cobertura Colaborativa dos Colóquios*


Participantes da Mesa Redonda: Cases de Educomunicação Socioambiental e a intérprete

Há muito o que se fazer, de forma individual ou coletivamente, todos somos chamados a colaborar com os patrimônios culturais e ambientais dos territórios nos quais vivemos. Nesta mesa, promovida pelo VIII Colóquio Ibero-americano de Educomunicação e IX Colóquio Catarinense de Educomunicação, especialistas debateram estratégias educomunicativas para o engajamento da sociedade civil com a vida na água – Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, de acordo com a Agenda 2030 estabelecida pela ONU/Brasil.


O encontro contou com a participação de Daiana Proença Bezerra, representando o Projeto Toninhas, Daniele Herbst do Projeto Babitonga Ativa e Isabelle da Silveira do Painel Mar. A mesafoi mediadomediada pelo Professor Rafael Gué Martini (UDESC), com o apoio dos intérpretes de Libras Stephanie Vasconcelos e Guilhardi Kelm. Após a audiodescrição dos participantes e da homenagem prestada às vítimas pelo Covid-19, a mesa foi aberta às convidadas para a exposição de seus painéis.


Daina Bezerra

Daiana Proença Bezerra, representando o Projeto Toninhas, alertou para a grave ameaça de extinção desta espécie de golfinho (toninhas) encontrada em águas litorâneas costeiras, como a Baía de Babitonga (SC). O projeto Toninhas visa a conservação do golfinho, através da preservação da biodiversidade e ecossistemas onde ele vive. As ações educomunicativas deste projeto têm como foco a educação ambiental crítica: conscientização histórico-cultural e político-social dos conflitos ambientais. Suas ações pretendem despertar em seu público, o sentido de ‘pertencimento’ e valores éticos relacionados à biodiversidade. Para isso, empreende em diferentes projetos e têm como principais produtos o livro A turma da toninha Babi, que virou animação e está disponível no Youtube, o documentário No limite da sobrevivência e, dois games com a temática das toninhas.


Dannieli Herbst

Já Dannieli Herbst do Projeto Babitonga Ativa, relatou que o programa nasceu a partir de uma demanda de ajustamento de conduta por multa ambiental pelo derramamento de 116,5 mil litros de óleo, também na Baía de Babitonga (SC). O projeto executado pela pró-reitora de extensão da Univille durante os anos de 2015 a 2017, teve como objetivos a mobilização social e planejamento estratégico ecossistêmico. Ações educomunicativas permearam todo o projeto através de oficinas de produção audiovisual, saraus multiculturais, e seminário infanto-juvenil. Daniele destacou a afetividade que há entre a sociedade civil e suas relações ecológicas, usos e patrimônios culturais. Chamou a atenção também para a importância da participação protagonista e crítica dos jovens. Como resultados, o projeto formou inúmeros multiplicadores que atuam como co-criadores de subprojetos, além de sete produtos audiovisuais.


Isabelle da Silveira

Isabelle da Silveira, representante do Painel Brasileiro para o Fundo do Oceano (Painel Mar), acredita que “práticas educomunicativas podem ser promotoras de mudanças significativas no relacionamento da sociedade com o ambiente costeiro marinho”. O Programa Horizonte Oceânico Brasileiro (HOB) representa a união de esforços em prol de políticas públicas para os oceanos, destacando-se o Seminário Inter-redes, que em sua segunda edição ocorrida entre abril e maio de 2020, obteve mais de 2000 inscrições e 18 mil visualizações em sua programação disponível no Youtube. As ações educomunicativas visam fomentar o engajamento civil e estabelecer conexões entre redes de conhecimento, agregando diferentes setores da sociedade e amplificando o seu potencial.


Dr Rafael Gué Martini - mediador da mesa

Após a rodada de perguntas e respostas, Rafael Gué Martini encerra a mesa concluindo que a continuidade de ações educomunicativas incidem sobre políticas públicas que buscam o rompimento com culturas paternalistas e que todos devemos ter “atitude crítica”, e não somente “pensamento crítico”. Há muito o que se fazer, sigamos sem desanimar, nossos patrimônios culturais e ambientais precisam de ações.


Você quer ver esta mesa Socioambiental e toda programação dos Colóquios? Acesse o Canal do Youtube do Educom Floripa.

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* Uma equipe com voluntários(as) de diversos lugares do país está contribuindo com a cobertura dos Colóquios de modo colaborativo. Críticas e sugestões podem ser feitas em coberturacolaborativaeducom@gmail.com/

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